sexta-feira, 23 de março de 2012

O òdio do guerreiro Sioux Parte 1

Ele lentamente chorava gotas de fogo que lentamente caiam como brasa na areia vermelha do deserto... Sua dor podia ser escutada de longe, pois seu canto, era sagaz, e cada bater de pernas de sua dança de dor... Fazia daquele momento, um espetáculo grotesco e sombrio... Sua mulher morta, e seu filho... Deitados na areia descansavam eternamente na quente e delicada coberta vermelha que o deserto gentilmente cede para que eles ali ficassem... Até o fim.

Foi difícil... Ele chorou até que toda sua tristeza, desce lugar a flores, que nasciam onde suas pequenas lagrimas caiam... Ele chorava... Tinha dor em seu peito, o sol lhe castigava, mas ele não queria deixar sua amada esposa e filhos ali... Ele olhou pro sol e entoava em sua voz as palavras...

“- Porque... porque me tirou o que eu mais amava,porque essa dor não vai embora... porque...

No alto... no alto do céu azul,dominado pelo sol... Apagava se os raios de sol que lhe queimavam os olhos, agora já cegos pela dor... Uma sombra no alto do céu aparecia... Um fantasma... Um presságio... Uma águia dava um rasante no céu, passava por cima da cabeça do sioux... Ele não entendia... Até a águia com suas garras... Pegar uma grande cascavel... Mesmo sendo venenosa, a cobra não pode com a águia... O guerreiro se levantou, e disse:

“- Como esta águia... meu inimigo,tem veneno... e minha esposa e filho,não resistiram ao veneno...mas eu,eu resisti... ele agora vai sentir a dor da perda... como esta águia caça sua vitima,eu vou caçar a minha.
   

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